9 de setembro de 2016

Projeto do Ifba de Seabra desenvolverá ambiente virtual de aprendizagem para beneficiar quilombolas

Campus do Ifba de Seabra, na Chapada Diamantina | FOTO: Marivaldo Oliveira
Aprovado em edital da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (PRPGI) do Ifba, o projeto “O ambiente virtual como uma oportunidade de aprendizagem em geometria plana: uma proposta para o pré-Ifba” pretende fortalecer a política de acesso aos institutos federais, ampliando o ingresso de jovens quilombolas ao campus de Seabra, na Chapada Diamantina. Inspirada no projeto de extensão “Semente Crioula”, que oferece curso preparatório para candidatos ao Processo Seletivo do Instituto integrantes de comunidades rurais e negras da região, a iniciativa se caracteriza como uma ação de iniciação científica voltada para alunos do nível médio (Pibic-EM), sendo coordenada pela professora doutora Jamille Vilas Bôas.


“Em duas edições do ‘Semente Crioula’, tive o prazer de participar como professora de matemática, buscando auxiliar os jovens no entendimento da prova avaliativa para a seleção do Ifba e de tópicos de matemática em geral. Nessas edições, foi possível perceber dificuldades diversas relacionadas à aprendizagem da disciplina, entre elas nos conteúdos relacionados à geometria plana. Muitos conceitos abordados eram desconhecidos pelos alunos, como medidas de ângulos, tipos de quadriláteros ou o cálculo da área de polígonos. Dessa forma, nosso projeto visa desenvolver e analisar um ambiente virtual com materiais curriculares sobre tópicos de geometria plana, em especial, pela evidenciada negligência desse tema no ensino fundamental. Para isso, abordaremos as dificuldades encontradas na aprendizagem de conceitos geométricos por alunos da comunidade quilombola do Agreste, que possui um infocentro subutilizado, o qual poderá servir de espaço para aprendizagem. Buscaremos dar a esses materiais uma abordagem em que a matemática possa ser entendida em seus diferentes contextos culturais, percebendo as multiplicidades desse conhecimento”, destaca a docente.

No âmbito da prática pedagógica, além de oferecer um ambiente educacional virtual, o projeto tem como intuito abordar pressupostos teóricos para professores e pesquisadores da informática e da educação matemática a respeito de potencialidades e limitações na produção e divulgação do ambiente virtual desenvolvido. “No Campus Seabra, que oferece curso técnico de nível médio em informática, a ação ainda contribuirá para a formação do bolsista orientado. Além disso, esta pesquisa coaduna-se com a minha trajetória de formação, já que faço parte da equipe do Observatório de Educação Matemática da Bahia e estou envolvida com pesquisas nessa área”, conclui Vilas Bôas. A meta é desenvolver a plataforma até junho de 2017. 

As informações são da GeCom do Ifba de Seabra.

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Oleh